O Paragolézius Valvuladis, Sonorus Urbis, conhecido pelo nome vulgar de Parangolé

Valvulado é um bloco de carnaval de Juiz de Fora, formado por músicos, artistas, apaixonados, poetas, pintores, amantes, boêmios, gente romântica, alguns filósofos e alguns doutores em física quântica.

O nome é uma junção do Parangolé, que é uma obra de arte feita para se vestir, que se modifica com o movimento da pessoa que veste, idealizada pelo tropicalista Hélio Oiticica, com a válvula que equipa réplicas de amplificadores de guitarra antigos, muito desejados por guitarristas. O Bloco tem a função de excitar a alma de foliões com frevos carregados de guitarras, surdos e tamborins, versos de sangue quente e poesia de boteco. É, em muito, um bloco tropicalista.

O primeiro desfile, em 2008, uma semana antes do carnaval, se deu em meio à retomada da força dos blocos de carnaval no Rio e em São Paulo e contava com um punhado de gente batendo em latas e em instrumentos emprestados, na melhor tradição do carnaval de rua.

Nasceu sem compromisso que não fosse a folia, a alegria e a paz. O frevo enredo apareceu naturalmente no ensaio e não estava programado para ser assim. A mistura de bateria de escola de samba com frevo e guitarras distorcidas veio de forma orgânica e espontânea.

Pouco mais de 200 pessoas num domingo chuvoso lá em 2008 deu a partida para os outros anos que homenagearam Arnaldo Baptista dos Mutantes, Mussum dos Trapalhões, a Tropicália, a Feira da Av. Brasil, o Clube da Esquina, a música Brega, o Raul Seixas, os professores e professoras, a Av. Getúlio Vargas e o Nordeste do País.

Sempre explorando a criatividade musical com frevos frenéticos e elaborados, brincando com as cores de rostos maquiados e Parangolés (obra de arte que se veste e se modifica com a dança), veio crescendo e arrastando milhares de foliões pela avenida Getúlio Vargas, se tornando uma das referências do carnaval de Juiz de Fora.

Nos últimos anos o bloco vem arrastando cerca de 10.000 foliões, de todas as idades com muita diversidade, fantasias temáticas e paz, pelas ruas de Juiz de Fora/MG.

Viva o carnaval, a festa popular, democrática e lúdica.

Viva a música autoral. Parabéns a quem tem coragem!